A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda, 23, a Operação Cronocinese, para investigar a participação de advogados, contadores e servidores do INSS em fraudes de aposentadorias com a ‘criação fictícia de tempo de contribuição’. Segundo a PF, o esquema casou prejuízo de R$ 55 milhões. A corporação indicou ainda que a desarticulação do grupo pode resultar em uma economia de R$ 347 milhões.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 22 mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios dos envolvidos e em quarto agências do INSS. As buscas são realizadas em endereços de Guarulhos (1), Diadema (1) e da capital paulista (20). As ordens foram expedidas pelo Juízo da 9ª Vara Federal Criminal de São Paulo. As investigações apontaram o esquema envolvia o cálculo de tempo de contribuição fictício para aposentadorias – além do previsto – por meio da transmissão de Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social de empresas inativas.

O documento é utilizado pelas empresas para recolhimento do Fundo de Garantia e disponibilização de informações à Previdência Social, entre elas a comprovação do tempo de contribuição dos funcionários. Segundo a PF, as fraudes possibilitaram a concessão de aposentadorias a pessoas que não tinham tempo de contribuição suficiente e informavam vínculos de trabalho inexistentes.

Com informações: Estadão