O editor fundador do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, usou sua conta no Twitter para comentar sobre a reportagem publicado na última terça-feira (18/06) com novas conversas da vaza jato. Greenwald considerou a revelação de agora a mais grave de todas pelo fato de o juiz aparecer obstruindo investigação, o que é crime de prevaricação.

“Esta é a mais grave revelação até agora. […] Moro fez o oposto [da isenção]: ele quer que FHC se proteja porque vê FHC como um aliado: isso é corrupção. O que Moro está fazendo aqui é impedir – obstruindo – uma investigação porque ele quer proteger alguém que considera um amigo, um aliado. […] Como isso não é crime de prevaricação?” publicou em sequência de tuítes.

O que Moro está fazendo aqui é impedir - obstruindo - uma investigação porque ele quer proteger alguém que considera um amigo, um aliado. Ele está protegendo FHC de várias acusações de criminalidade porque ele parece ser um defensor. Como isso não é crime de prevaricação?

Para o jornalista,  isso fica claro na discussão sobre o Instituto FHC e o Instituto Lula.  “A Lava Jato sabia que as acusações contra o instituto de FHC eram semelhantes às do instituto de Lula. Mas eles processaram Lula e protegeram FHC. Por quê? Moro explicou: ‘Melindrar alguém cujo apoio é importante'”, tuitou.

O jornalista ainda criticou o procurador Deltan Dallagnoll, chamando-o de cínico por fingir imparcialidade. “Há o ato muito enganoso e cínico de Deltan: propositalmente passar aos promotores apenas uma acusação contra FHC – que ele sabia que não poderia ser processada porque já estava prescrita – a fim de enganar o público alegando que isso mostraria sua ‘imparcialidade'”, tuitou.

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