Uma jovem de 21 anos sofreu abuso sexual enquanto estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Goiânia Leste, em Goiás. A vítima faleceu na unidade hospitalar, sendo a família informada do ocorrido somente após seu sepultamento.

Segundo informações, a jovem deu entrada no hospital em (17/05) devido a uma crise convulsiva. No mesmo dia, de acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, Paula Meotti, o técnico em enfermagem Ildson Custódio Bastos, 41 anos, passou as mãos nas partes íntimas da vítima, que, no momento, estava com as mãos amarradas.

Baseada em imagens de câmera de monitoramento, a delegada diz que o abuso durou cerca de uma hora. As cenas também mostram que a paciente tentou resistir, mas não tinha chance por estar contida.

Denúncia em vida – Após os abusos, a vítima denunciou o ocorrido a uma outra técnica em enfermagem, que relatou o caso aos responsáveis pela UTI do hospital.

“No mesmo momento, a direção tomou as primeiras medidas com o objetivo de proteger a paciente e investigar o ocorrido”, diz em nota a OGTI, que garante ter afastado o técnico imediatamente.

O boletim de ocorrência com a denúncia, contudo, foi registrado pelos responsáveis da UTI apenas quatro dias após o ocorrido. “Constados os reais indícios de crime, (a empresa) comunicou o fato à Polícia Civil, que pediu sigilo a fim de que as investigações não fossem prejudicadas”, alega.

“Somente após o sepultamento da paciente e da divulgação do suposto crime é que seu corpo técnico, de forma reservada, informou aos familiares as providências que já haviam sido tomadas”, prossegue na nota.

A vítima morreu no último dia 26. A empresa afirma que o falecimento “não possui qualquer relação com os tristes fatos ocorridos”, mas diz que só o laudo vai poder apontar as causas.

Zero Hora News (A informação que faz a diferença)