Policiais militares são suspeitos de matarem a tiros, em uma ação policial, o delegado José Carlos Mastique Filho, da Polícia Civil da Bahia, que é titular da delegacia de Jequié (BA), na madrugada de hoje. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), o delegado estava dentro de um carro, que estava estacionado em frente à uma loja de conveniência do posto de combustível Jequitibá, no município de Itabuna, região sul da Bahia, quando foi abordado pelos policiais e atingido por um tiro no peito. Ele morreu no local.

Segundo o 15° BPM (Batalhão de Polícia Militar), uma guarnição da PM estava em diligência próximo ao local, apurando uma denúncia de roubo, quando recebeu informações que um homem armado estava com atitude suspeita no posto de combustível e se dirigiram ao local. A PM afirmou que o delegado reagiu a abordagem e os militares revidaram atirando. O Sindpoc (Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia) rechaça a versão e diz que não houve reação. A PM informou que os policiais não sabiam que estavam abordando um delegado. Segundo o 15° BPM, os policiais socorreram Mastique para o Hospital Base de Itabuna, mas ele morreu antes de receber socorro médico.

Por meio de nota, a entidade afirmou que Mastique estava com a namorada e outro policial civil quando foram abordados por uma equipe da PM e que eles se identificaram como policiais, informando que estavam armados. Mas, ao tentar entregar a arma aos PMs, o delegado foi atingido por um tiro no peito deflagrado por um cabo da PM. "O delegado, ao pegar a arma para entregar aos policiais militares, foi alvejado, vindo a óbito no local. Com objetivo de modificar o cenário do ocorrido, simularam socorro à vítima", afirmou o Sindpoc.

A SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública) informou que a 6ª Coorpin (Coordenadoria de Polícia Civil do Interior), localizada em Ilhéus, e a Corregedoria Geral investigam o ocorrido. A secretaria não divulgou se os PMs envolvidos na ação foram afastados e nem detalhou como teria ocorrido a abordagem policial que resultou na morte do delegado.

Fonte UOL