Um vereador e o chefe de gabinete foram presos na última segunda-feira (08/04), em Ipatinga, no Vale do Aço, em mais um desdobramento da operação Dolus, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga o esquema conhecido como “rachadinha”, que é a manipulação de salários de servidores.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MP/MG), esse é o sexto vereador preso pelas autoridades desde o início da operação, em fevereiro. O parlamentar foi detido em cumprimento de mandado de prisão, durante uma reunião da mesa diretora da Câmara. Outros cinco vereadores e dois assessores já haviam sido presos pela operação desde seu início, em fevereiro. Eles também são investigados pela prática criminosa conhecida como “rachadinha”, que configura crimes ora de peculato e outras vezes de concussão e lavagem de dinheiro. 

A operação cumpriu ainda três mandados de busca e apreensão, um no gabinete do vereador, outro na residência dele e o terceiro na residência do assessor. No gabinete foram apreendidos diversos materiais e aparelhos eletrônicos. Na residência do assessor parlamentar foram encontrados cerca de 40 pacotes de papel, possivelmente retirados da Câmara Municipal, o que configura peculato em flagrante delito.

Conforme o Gaeco, um dos vereadores presos na etapa anterior da operação confessou o crime, através de uma delação premiada e entregou os demais  parlamentares da legislatura anterior e da atual pelos mesmos atos. Ele fez um acordo com o MP/MG, pagou fiança e cumpre prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas restritivas de liberdade. Todos os outros agentes públicos continuam detidos.

Por meio de nota, a Câmara de Ipatinga afirmou que segue comprometida com a busca da verdade. "Desde início das investigações, tem colaborado com as autoridades no sentido de garantir total transparência e isenção da instituição perante os fatos”.

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