O vereador da cidade de  Araucária no estado do Paraná, Francisco Carlos Cabrini foi preso preventivamente na última quarta-feira (03/04) depois de ser interrogado em uma ação que apura o “Mensalinho de Araucária”. O parlamentar já havia sido detido em outros desdobramentos da Operação Sinecuras, que investiga casos de corrupção institucionalizada na administração do município da Grande Curitiba.

De acordo com o Ministério Público (MP-PR), o esquema teria funcionado entre 2013 e 2016. Segundo a denúncia, o alto escalão do Poder Executivo Municipal pagava uma propina mensal aos vereadores.

As investigações apontavam os pagamentos mensais somavam R$ 120 mil reais. O esquema, segundo o MP, também permitia aos vereadores indicar servidores para cargos comissionados na prefeitura. De janeiro de 2013 a julho de 2016 os pagamentos somavam aproximadamente R$ 5 milhões.

Ainda segundo o MP essa tem se tornado uma pratica comum para vários prefeitos de muitas cidades do Brasil, porém é um ato criminoso e quem optar por tais praticar terá que ser punido pela Justiça. 

Os promotores pediram a prisão preventiva do acusado depois de ficar comprovado que Francisco Carlos Cabrini tentou influenciar o depoimento de uma das testemunhas.

O cunhado do vereador, Valmir Vaz Torres, também foi preso preventivamente. Segundo o Ministério Público, o homem tentou coagir uma testemunha ainda na fase de investigação.

Operação Sinecuras

A 1ª fase da operação foi desencadeada no dia 5 de abril do ano passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com promotores de Justiça de Araucária.

Na ocasião foram cumpridos 21 mandados de prisão. Entre os presos preventivos estava dois ex-prefeitos, três vereadores, sete ex-vereadores, um ex-secretário e três ex-servidores municipais.

Zero Hora News (A informação que faz a diferença)