O pastor Silas Malafaia, líder da igreja Vitória em Cristo e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, ligada à Assembleia de Deus, virou réu junto com o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes em uma ação de improbidade administrativa. Sgundo a denúncia, a prefeitura aplicou, sem licitação, R$ 1,6 milhão no evento religioso Marcha Para Jesus, em 2012.

A decisão é da juíza Mirela Erbisti, da 3ª Vara de Fazenda Pública do Rio e foi divulgada na última quinta-feira (24/01). A magistrada recebeu a acusação feita pelo Ministério Público. Na decisão, a magistrada aponta que “há indícios suficientes da participação de cada um dos demandados na prática do ato ímprobo”. Paes, segundo ela, “deveria zelar pelo bom uso do dinheiro público”, assim como o ex-secretário da Casa Civil.  Malafaia, diz a juíza na decisão, “teria se locupletado com o evento, eis que era presidente e representante legal da Comerj (Conselho de Ministros Evangélicos do Rio de Janeiro) entidade responsável pela organização da Marcha que seria a beneficiária direta do ato ímprobo”. “Promovendo seu nome pessoal e a associação, concorreu ainda para o gasto aparentemente irregular do município”. Por ironia do destino o pastor Silas Malafaia que virou réu disse em um de seus discurso: "Este evento é um ato profético para abençoar toda a nação, que sofre com essa corrupção descabida”, acrescentou ".  A Marcha Para Jesus é um evento internacional que mistura fiéis de diversas religiões evangélicas, em festa comandada por trios elétricos que reúne centena de milhares de pessoas. A defesa de Silas Malafaia alega que o pastor evangélico é vítima de “perseguição religiosa”. O próprio Malafaia gravou um vídeo em que ataca a juíza e afirma que ela “não é digna de usar a toga”.

Os nomes dos réus:

• Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio;
• Guilherme Schleder, ex-chefe da Casa Civil;
• Município do Rio;
• Conselho dos Ministros Evangélicos do Rio (Comerj);
• Silas Malafaia, presidente do Comerj.

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