Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, em levantamento exclusivo. Os mais de mil leitos eram para pediatria clínica e cirúrgica, em crianças e adolescentes, para quem precisa permanecer num hospital por mais de 24h horas.

Elas foram desativados na rede pública de saúde da Bahia desde janeiro de 2010. Naquele ano, o estado dispunha de 4.728 unidades para uso exclusivo do SUS. Já em abril deste ano (último dado disponível), o número é de 3.687, uma queda de aproximadamente 22%.

A denúncia é da professora Luciana Rodrigues Silva, bahiana, que acaba de ser reeleita presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O levantamento, feito a seu pedido, identificou que 88 municípios do interior não possuem nenhum leito de internação infanto-juvenil.

As informações, apuradas junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde, preocupam os especialistas, mas não surpreendem quem cotidianamente sente na pele as limitações do SUS.

Perdendo leitos

Das 417 cidades da Bahia, 88 não possuem nenhum leito. Pelo menos 13 municípios perderam todos os leitos, Aporá, Barra do Rocha, Boa Nova, Buerarema, Candeal, Conceição da Feira, Floresta Azul, Itagibá, Itamari, Maragogipe, Santo Amaro, São José do Jacuípe e Tanhaçu.

Em números absolutos, Vitória da Conquista foi a que mais sofreu com a redução, perdendo 165 leitos desde 2010. Depois vem Juazeiro (-122), Barreiras (-64) e Itapetinga (-53). Na outra ponta, só três tiveram aumento superior a 10 leitos: Salvador (+35), Feira de Santana (+17) e Poções (+10).

Luciana é a primeira mulher a comandar a SBP. Na posse para o segundo mandato, ela lembrou outras prioridades para a entidade, como acesso a remédios, vacinação, aleitamento, prevenção da gestação precoce, uso racional dos exames e ampliação do número de pediatras no SUS. 

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