O caminho será complicado. Em um grupo cascudo e difícil. Diante de Alemanha, Rússia, Sérvia, França e da Coreia Unificada, o Brasil começa nesta quinta-feira a sua trajetória no Campeonato Mundial de handebol masculino. A partir das 15h30 desta sexta-feira(11/01) a seleção brasileira, no Grupo A do torneio, terá pela frente logo de cara os franceses, atuais campeões do mundo. Brigar por título é quase uma utopia, mas o Brasil tem sonhos. Além de fazer frente aos europeus, a intenção é cumprir a melhor campanha da história. Até hoje, o país não conseguiu avançar das oitavas de final, onde é presença constante, mas sempre acaba derrotado.

Esse Mundial é diferente, já que acabaram com as oitavas. Teremos a primeira, a segunda fase e depois às semifinais. Nosso objetivo é alcançar a segunda fase e depois ver o que pode passar. Estamos em um grupo bem difícil, talvez o mais complicado, porém temos totais condições de brigar por uma das três vagas na segunda fase - disse Thiagus Petrus, capitão da seleção e jogador do Barcelona.

O Mundial deste ano será dividido entre a Alemanha e a Dinamarca. O Grupo A, do Brasil, será jogado em Berlim. Em 2017, o Brasil foi até as oitavas de final e caiu por 28 a 27 para a Espanha, em jogo disputadíssimo e decidido na última bola. Foi assim também em 2015, no Catar, quando perdeu da Croácia por 26 a 25, em confronto até hoje com arbitragem contestada. Na Olimpíada Rio 2016, a campanha foi satisfatória. O time perdeu nas quartas de final, justamente para a França.

Diferentemente de 2017, o Mundial não terá mais o formato de mata-mata após a primeira fase. O torneio é disputado por 24 seleções em quatro grupos com seis equipes em cada um. As três primeiras de cada chave, somando 12 seleções, avançam para o Main Round, quando serão divididas novamente em duas chaves com seis equipes. Nesse segundo momento, os dois melhores países dos grupos I e II avançam às semifinais, com o cruzamento das chaves. O campeão mundial garante um lugar em Tóquio 2020.

Desfalques

Com uma geração inteira jogando na Europa, o Brasil chega forte para o Mundial, mas poderia estar ainda mais poderoso para o torneio. É que três desfalques serão sentidos. O central João, se recuperando de uma cirurgia no ombro; o pivô Rogério, com uma lesão no joelho direito; e o armador Oswaldo, com lesão muscular. Mesmo sem eles, o técnico Washington Nunes acredita em um bom desempenho brasileiro. Melhoramos muito o sistema defensivo e a criação ofensiva foi produtiva nos últimos amistosos. Precisamos corrigir detalhes, mas estamos no caminho certo. É bom estrear contra a França para quebrar logo o gelo. Precisaremos competir em alto nível desde o primeiro minuto do Mundial se quisermos alcançar nossos objetivos - disse o treinador.

Favoritos

A França, inclusive, entra novamente como favorita para o Mundial. Atual campeã mundial, chega recheada de jogadores experientes e talentosos. Mas não é unânime. A própria Alemanha, do grupo brasileiro, e que estreia nesta quinta-feira, 10, contra a Coreia Unificada, tem chances. O grupo B conta com a Espanha, campeã europeia; o C tem a Dinamarca e a Noruega, chega de jovens e vice-campeã do último Mundial. No D, a Suécia tem o favoritismo. Além do Brasil, Argentina e Chile representam as Américas.

Dividida entre Alemanha e Dinamarca, a competição terá Berlim, Munique, Herning e Copenhage como sedes. A segunda fase será nas cidades de Herning e Colônia. Já as semifinais acontecem em Hamburgo e a decisão será em Herning, na Dinamarca, no dia 27 de janeiro.

Tabela do Brasil

11 de janeiro
17h30 - Brasil x França

12 de janeiro
15h15 - Alemanha x Brasil

14 de janeiro
12h30 - Brasil x Sérvia

15 de janeiro
12h30 - Brasil x Rússia

17 de janeiro
12h30 - Brasil x Coreia

Convocados

Goleiros: Leonardo Tercariol e Bombom
Pontas: Chiuffa, Rudolph, Borges e Cleryston
Armadores: Toledo, Gustavo, Valadão, Thiagus Petrus, Ponciano, Haniel e Raul
Central: Teixeira
Pivôs: Pozzer e Vinícius Teixeira

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