Ainda que tenha o reconhecimento do público e dos críticos, a jogadora da seleção brasileira Marta, recentemente escolhida novamente como melhor do mundo, sabe que as mulheres estão longe da igualdade merecida. A alagoana de 32 anos, única atleta a ser seis vezes a melhor do planeta – em qualquer esporte – ultrapassa Messi e Cristiano Ronaldo, mas para nos títulos: a conta bancária ainda é bem diferente.

“Não tenho do que reclamar. Porém, no futebol feminino é muito pouco o que ganhamos comparado com o masculino. Não falta comida na mesa, não vivo mal, mas não tenho regalia”, diz a jogadora.

“Se eu jogasse futebol masculino, não ia precisar trabalhar nunca mais. Se eu parar, precisarei ainda fazer alguma coisa”, garante a atacante, que deve disputar a Copa do Mundo em 2019.

Marta conta que foi vítima de preconceito, principalmente no início da carreira em sua terra natal, mas sua experiência fora do Brasil foi diferente: “Passei a maior parte da carreira na Europa e nos Estados Unidos e lá dificilmente você escuta esses comentários”.

Quanto à infância, Marta diz que ainda que tentassem, ela não dava muito espaço para o “sexismo”. “Os meninos não se atreviam a falar merdinha comigo. Se falasse, eu entrava na porrada”, lembra a craque.

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