O Vitória pode mudar de casa em 2019. Na tarde desta segunda-feira, após a apresentação do técnico Marcelo Chamusca, na Toca do Leão, o vice-presidente rubro-negro, Francisco Salles, afirmou que o clube está em tratativas para mandar jogos na Fonte Nova na próxima temporada. O dirigente contou que existe a possibilidade de o clube trocar o Barradão e realizar todos os jogos na Arena. Na verdade, sobre o tema da Arena Fonte Nova, estamos mantendo entendimentos com a Arena para definir qual modelo vamos utilizar. Se vamos jogar todos os jogos do ano na Arena, se vamos jogar alguns jogos. Em verdade, a Arena não vem sendo utilizada pelo Esporte Clube Vitória com intensidade nos últimos anos. Coisa que será diferente no próximo ano. Primeiro, porque precisamos mais do apoio da nossa torcida, precisamos de mais recursos. E tenho certeza que, para a Arena e para o Governo do Estado, será muito importante a presença do Vitória. Tenho certeza, total confiança que darão todo apoio para o Vitória mandar seus jogos na Arena, com termos isonômicos em relação a outras agremiações que lá jogam. Não tenho nenhuma dúvida.

A ocupação do estádio pelo Bahia virou motivo de polêmica recente. Uma ação foi impetrada para fazer com que seja retirada do estádio toda a identidade visual tricolor instalada no segundo semestre deste ano, além da loja do clube baiano, que ainda será inaugurada. Francisco Salles elogiou a iniciativa e disse que o Vitória quer os mesmos direitos, caso se mude para a Fonte Nova em 2019.

Sobre a ação popular, acho que é uma ação que qualquer um tem legitimidade para propor. Se sentiu que houve uma lesão por conta do contrato firmado com o Bahia, ele tem direito de propor a ação. É um tema de união de todos os rubro-negros. Aqui não existe divisão, existe união para defender um bem maior, que é a possibilidade de utilização de um equipamento público por parte do Vitória, que tem uma nação de quase quatro milhões de torcedores. Estamos juntos, obviamente enquanto clube, após nossas negociações e, se não formos atendidos de forma igualitária como outras agremiações tiveram, podemos pensar em judicializar o tema. Acredito que não será necessário.

O vice-presidente do Vitória lembrou de uma experiência internacional para defender que é possível que a Fonte Nova tenha estruturas físicas e materiais visuais dos dois clubes. O exemplo utilizado foi o estádio Giuseppe Meazza, localizado em Milão, na Itália, casa de Milan e Internazionale.

Nós temos vários modelos. Existem em outros países. Eu estive presente no estádio da Inter e do Milan. Eles coabitam o mesmo estádio. Em dia do jogo, existe a mudança do nome, a depender do mandante. Existe um vestiário padronizado para a Inter, outro para o Milan. Se formos para lá, fizermos um acerto para mandar uma quantidade razoável de jogos ou todos os jogos, vamos querer espaço físico, ter um espaço para receber os sócios, vender nossos produtos e, obviamente, vamos exigir uma padronização para nosso clube se sentir em casa. Até por ser um equipamento público. Na PPP (Parceria Público-Privada), se tem a necessidade de utilização do equipamento pelos clubes baianos. O Vitória, como grande clube dessa terra, maior clube dos últimos 30 anos em termos de resultados, vai utilizar a Arena para seus jogos em 2019 – finalizou o dirigente.

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